sábado, 4 de setembro de 2010

Whisky a 56,7%

É forte.
Dizem que cura constipações e o último boato é que pode curar inflamações oftalmológicas.

Saimos de Aberdeen em direcção a Fraserburgh, e depois em direcção a Elgin. Duzentos e quarenta quilómetros por entre paisagens verdes, linhas de costa, ovelhas, vacas e rolos de fenos, passando por pequenas aldeias. Muito arrumadinhas, muito limpinhas, muito calminhas. Não tínhamos grandes planos para o dia de hoje, ver as paisagens e as vistas e ir parando faz parte implicitamente do programa.


Parámos na destilaria Glen Moray e fomos descobrir como se faz a famosa bebida escocesa. Entre lavagens ao malte, passagens por entre silos de cobre gigantes, salas de fermentações (onde sim, fomos obrigadas a cheirar o grande depósito, e tivemos aquela reacção típica de acabar a tossir com tanto álcool inspirado – o gajo da destilaria estava a gozar com a nossa reacção não estava?), e depois das visitas aos armazéns onde os barris de carvalho descansam longamente, acabamos por tentar diferenciar o gosto entre três whiskys com idades diferentes – 8, 16 e “reserva especial”.


Os escoceses consideram que os whiskys inferiores a 10 anos nem merecem o nome (nem sequer rotulam a idade na garrafa se for inferior) e nós confirmamos que há realmente diferença entre um e outro. Não sentimos o sabor cítrico e doce que ele claramente nos apregoava, mas conseguíamos distinguir qual dos três era o mais “fraquinho”. O último, o da reserva especial, não sabemos quantos anos tem, mas sabemos que só são feitos em ocasiões especiais (apenas 4 barris de carvalho nos armazéns estavam a “envelhecer” reservas naturais…e os armazéns tinham centenas e centenas de barris). Gostámos da prova. (e desejamos ao stuart, que fez a sua última visita guiada avec nous, sorte na nova vida em aberdeen!!)

1 comentário:

Sharon disse...

so de ler o artigo ja fique tonta com esse alcool todo