Não é a maior cidade, mas é a capital. Chegámos a Edimburgo, ou como os escoceses lhe chamam, Dùn Èideann. Voltámos a ver ambulâncias e polícias na rua, passeios só com grandes lojas e McDonald’s, sinais verdes e vermelhos que nos dizem quando podemos ou não atravessar a estrada e grandes autocarros de dois andares. Muitos autocarros. A pousada fica mesmo no início da Princes Street, no West End, e conseguimos ir a pé para todos os lados que queremos conhecer. Na primeira manhã chove, chove muito, e nós pensamos que sim, isto é o verão deles e que pelo menos uma das viajantes nunca conseguiu andar de manguinha curta na rua. À hora do almoço a chuva pára e é tempo de passear. De andar. A Royal Mile.
Vamos em direcção ao castelo, que se ergue literalmente no meio de um monte que fica no meio da cidade. Divide a “old town” , mais medieval e primitiva, com ruas mais estreitinhas, da “new town”, a das grandes avenidas e construções iluministas, e a sua história está ligada a inúmeras guerras sangrentas, primeiro ligadas à independência do país, e depois as muitas guerras civis religiosas que por aqui existiram. Na entrada ainda estavam montadas as bancadas da famosa “Edinburgh Military Tattoo” e as viajantes lamentaram por não terem cá estado em Agosto para o famoso festival.
Percorremos a famosa Royal Mile, que se é famosa pela sua história e ligação à cidade, hoje em dia é sobretudo uma milha de lojas de souvenirs e atracções turísticas amontoadas umas em cima de outras. Outros viajantes pedem-nos indicações para as famosas Tours de fantasmas e bruxaria, as quais surpreendentemente conseguimos dar, mas depois de percorrida uma vez não apetece muito voltar à Royal Mile. É demasiado turística e povoada.
Mas aos jardins apetece voltar. Ainda mais se existir alguém a tocar gaita-de-foles num dos seus cantos, que dá para ser ouvida em todos os outros cantos. Os jardins solarengos serão sempre jardins solarengos, com bancos, com verde, com luz, com sítios onde nos podemos sentar na relva e deitarmo-nos de barriga para o sol. As viajantes gostam de cidades com jardins.
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