sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A cidade das barbearias

Sol. Quando aterramos em Edimburgo tinhamos sol. Viajar para um país mais frio em pleno Verão faz-nos pensar que em dez dias apenas vamos encontrar nuvens escuras, chuvas, trovões e tempestades, mas a verdade é que ao chegarmos tinhamos um fim de tarde muito agradável à nossa espera. Com sol. Agradável foi também vermos o maquinão que esperava por nós (a sério, os senhores do aluguer do carro farão ideia do perigo que é deixarem-nos conduzir?), um ford focus cor vision. Também não sabem que cor é essa não é?


Nós agora já sabemos. Devagarinho lá fomos tentando encontrar a estrada que nos levaria para fora dali (agora já com um free map na mão) e as primeiras horas de condução foram pacificas. Em Stirling tivemos um sentimento ambiguo: por um lado soube bem chegar e ver ainda uma série de lojas e de restaurantes abertos às dez da noite, mas ao mesmo tempo cruzamo-nos com algumas pessoas “estranhas”* na rua que nos fez pensar por momentos “onde é que viemos parar mesmo?”. De manhã podemos ver melhor.

Imaginem um género de cidade paraíso para as barbearias, onde houvesse muitas, de todas as cores e feitios, para homens, para mulheres, para todos os outros, um sitio para onde quer que se olhasse se avistasse sempre pelo menos uma barbearia. Stirling é essa cidade. A principio achamos que haviam apenas bastantes barbearias, mas conforme fomos andando pela cidade começamos a acreditar que tinha que ser mais que isso. Loja sim loja não havia uma barbearia, e se imaginarmos que passamos por umas 40 lojas isto dá muitassss barbearias. E uma até da Susana.



Depois da tour das barbearias pensámos fazer algumas das tours que realmente interessam, e quisemos ir ver o castelo de stirling e a torre de William Wallace. Visitar estes dois lugares iria ficar-nos “simplesmente” em 51,50 libras o que nos fez desistir da ideia. Atitude tipicamente à portuga, claro, mas comparando o dinheiro que iríamos dar com as outras coisas que podemos fazer com esse dinheiro aqui na Escócia, acabamos por preferir as outras coisas. O guia diz-nos o principal sobre estes dois sítios (uma das viajantes leu em voz alta, mas não sabe bem se a outra ouviu alguma coisa) e seguimos em frente. St. Andrews foi a paragem seguinte e por comparação com Stirling, um lugar abençoado para turistas forretas. Conseguimos ver o castelo, a catedral e as ruínas (e tirar muitas fotografias) sem pagar nada e ainda fizemos um pic-nic na praia ao som de uma gaita de foles. As viajantes adoram sítios assim =)


A viajem para Aberdeen foi agradável. Mais uma vez tivemos sol a acompanhar-nos (estamos para ver quando é que isto vai acabar) e à entrada tivemos a sensação de estar já a entrar numa grande cidade. O trânsito, os sinais e as filas (e o facto de serem cinco e meia da tarde) diziam tudo. Ao segundo dia aprendemos que utilizar o gps para encontrar uma rua pode ser útil. Em Stirling (cidade pequenina comparada com Aberdeen) perdemos quase uma hora à procura da Murray Place. Desta vez chegamos directas à Queen’s Road, número 8. Comparada com a pousada anterior esta era quase um hotel de cinco estrelas e, ouro sobre azul, tivemos um quarto só para nós com… LAREIRA! Apesar de ser Verão uma das viajantes quis que fosse Inverno…



* não sei que outra palavra podia descrever melhor essas pessoas.

1 comentário:

Sharon disse...

so quero comentar o facto de andarem a conduzir ao contario...devem ser um autentico perigo digamos assim...